Como cuidar do umbigo do recém-nascido?

Como Cuidar do Umbigo do Recém-Nascido

Como cuidar do umbigo do recém-nascido?

Cuidados com o coto umbilical e sinais que merecem atenção

A chegada de um bebê é repleta de descobertas, e uma das primeiras dúvidas dos pais é sobre os cuidados com o umbigo do recém-nascido.

Após o nascimento, o cordão umbilical é cortado, deixando uma pequena parte chamada coto umbilical. Com o passar dos dias, essa região seca, escurece e cai naturalmente.

Embora seja um processo normal, alguns cuidados são fundamentais para evitar infecções e favorecer uma boa cicatrização.

O que é o coto umbilical?

O coto umbilical é a pequena parte do cordão que permanece presa à barriga do bebê após o nascimento.

Geralmente, ele cai sozinho entre 5 e 15 dias de vida, mas esse período pode variar. Durante esse processo, é comum que fique mais escuro, ressecado e endurecido.

É importante não puxar ou tentar retirar o coto, mesmo quando ele estiver quase soltando.

Como cuidar corretamente do umbigo do bebê?

1. Higienize as mãos: antes de tocar no umbigo, lave bem as mãos com água e sabonete.

2. Mantenha a região limpa: siga as orientações da maternidade ou do pediatra para a limpeza do coto. O uso de álcool 70% depende do protocolo de cuidado adotado.

3. Deixe o umbigo seco: após o banho ou a limpeza, seque delicadamente a região com uma gaze limpa, sem esfregar.

4. Dobre a fralda para baixo: evite que a fralda cubra o coto umbilical, diminuindo o atrito e o contato com a urina.

5. Não utilize receitas caseiras: pomadas, óleos, talcos, moedas, faixas e outros produtos não devem ser aplicados sem orientação profissional.

6. Deixe cair naturalmente: nunca puxe o coto umbilical. Ele se desprenderá sozinho quando estiver pronto.

Quais sinais merecem atenção?

Algumas alterações podem indicar uma infecção ou outro problema que precisa ser avaliado por um profissional de saúde.

Fique atento aos seguintes sinais:

  • Vermelhidão que se espalha pela pele ao redor do umbigo.

  • Inchaço, calor ou sensibilidade na região.

  • Secreção amarelada semelhante a pus ou com mau cheiro.

  • Sangramento persistente ou em quantidade significativa.

  • Febre de 38 °C ou mais, dificuldade para mamar ou sonolência fora do habitual.

Atenção: em recém-nascidos, febre de 38 °C ou mais exige avaliação médica imediata. Vermelhidão que se espalha, pus ou sinais de que o bebê está doente também precisam de atendimento urgente.

E depois que o coto cair?

Após a queda, é possível observar uma pequena quantidade de sangue ou uma leve umidade no umbigo por pouco tempo.

Continue mantendo a região limpa e seca até a cicatrização completa.

Se houver secreção persistente, sangramento recorrente ou formação de um pequeno tecido avermelhado e úmido, procure o pediatra. Pode ser um granuloma umbilical, condição que necessita de avaliação profissional.

Carinho e atenção em cada cuidado

Os cuidados com o umbigo fazem parte dos primeiros momentos de adaptação à rotina com o recém-nascido.

Com higiene adequada, observação e acompanhamento pediátrico, esse processo costuma acontecer naturalmente e sem complicações.

Lembre-se: cada bebê tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. Em caso de dúvidas, procure sempre a orientação de um profissional de saúde.

Fontes e referências

As informações foram elaboradas com base em orientações de instituições de saúde:

  1. Ministério da Saúde – Brasil: Primeira consulta do recém-nascido. Orienta manter o coto limpo e seco e realizar a limpeza com álcool 70%, protegendo a pele ao redor.
    Puericultura e e Hebicultura
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS): Cuidados com o recém-nascido. Recomenda higiene das mãos e cuidados para manter o cordão limpo e seco.
    Organização Mundial da Saúde
  3. Academia Americana de Pediatria (AAP): Umbilical Cord Care in Newborns. Explica a queda natural do coto e os sinais de infecção.

    HealthyChildren.org

     

Observação editorial: há diferenças entre os protocolos internacionais e brasileiros sobre o uso rotineiro de álcool 70%. Para as famílias brasileiras, é importante seguir as orientações da maternidade e do pediatra.

 

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